Um dos elementos decisivos no tocante à simbologia do regime republicano que foi inaugurado no
Brasil em 1889 foi a definição de sua bandeira, de adoção obrigatória e legalmente estabelecida. Segundo
alguns autores, essa foi uma batalha decisiva, que revelou clivagens entre os próprios republicanos, apesar de
a vitória ter pertencido a um grupo: os positivistas.
Sua vitória, nesse caso, pode ser explicada pelo fato de
a) os positivistas ortodoxos constituírem-se numa seita religiosa que pregava o fim do estágio fetichista
em que vivia a totalidade da população brasileira.
b) os positivistas ortodoxos considerarem que apenas sob o regime monárquico estariam assegurados a
ordem e o progresso, tal como o pregara Comte.
c) os positivistas constituírem a base de apoio ao regime republicano, sobretudo devido a seu prestígio
junto aos antigos setores aristocratas e conservadores da população.
d) os positivistas ortodoxos contarem com maioria no Congresso, fazendo com que os demais projetos de
bandeiras apresentados fossem sistematicamente vetados por imitarem ora o modelo francês, ora o
modelo norte-americano.
e) a bandeira ter incorporado o lema dos positivistas ortodoxos, “Ordem e Progresso”, e elementos da
antiga bandeira imperial, combinando passado e futuro, além de valores como a fraternidade universal e
a conciliação entre extremismos.