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Este espaço foi criado para os professores e alunos selecionarem questões para serem organizadas listas de exercícios por assuntos. Estamos sempre atualizando com questões de vários vestibulares e do ENEM. Todas as questões estão gabaritadas.

(Mackenzie - 2012) - QUESTÃO

“(...) Recordo-me de como ouvi, pela primeira vez, na minha meninice, falar desse grande seridoense (Seridó, Rio Grande do Norte) [José Bezerra do Araújo-Galvão]. O seu nome soava como uma nota de clarim, vibrando nas quebradas das serras e dos vales, como defensor da honra alheia, dos limites da propriedade privada, da moça ofendida, do pobre que apelava para a sua proteção, inimigo da prepotência, defensor dos hábitos e costumes do seu povo, transformados por uma sedimentação de vários séculos em norma de vida ou código de lei. No seu município predominou por muito tempo o regime do Estado sou eu. O município era ele. A lei era ele. O juiz, o delegado, o padre, eram ele”. 
MELO, M. R. de. Patriarcas e Carreiros. Rio de Janeiro: Pongetti, 1954, p.273

O trecho trata de um fenômeno que, no Brasil, 
a) possui profundas raízes históricas, tendo surgido na República Velha e se modificado ao longo do tempo, uma vez que, se antes não se valia de métodos coercitivos, hoje é uma prática corrente nos meios políticos. 
b) apesar de possuir raízes históricas, não pode ser aplicado à realidade atual do país, uma vez que os avanços democráticos verificados nos últimos anos impossibilitam o surgimento dos chamados “coronéis”. 
c) está ligado às transformações urbanas do pós-Segunda Guerra Mundial, já que tal conflito trouxe alterações significativas para a estrutura social e política do país, possibilitando a emergência de novas camadas sociais. 
d) não tem nenhuma ligação com o passado, mesmo porque, falar de práticas coercitivas e métodos baseados no “mandonismo”, não faz parte da realidade política brasileira, baseada na democracia desde sua fundação. 
e) possui profundas raízes históricas, relacionado a uma concepção de governo que inclui práticas de “mandonismo local”, com métodos coercitivos e/ ou paternalistas em relação à população e aos trabalhadores.