Pesquisar

Este espaço foi criado para os professores e alunos selecionarem questões para serem organizadas listas de exercícios por assuntos. Estamos sempre atualizando com questões de vários vestibulares e do ENEM. Todas as questões estão gabaritadas.
Mostrando postagens com marcador Primeira República (1889-1930). Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Primeira República (1889-1930). Mostrar todas as postagens

(UNICAMP 2011) - QUESTÃO

A denominação de república oligárquica é frequentemente atribuída aos primeiros 40 anos da República no Brasil. Coronelismo, oligarquia e política dos governadores fazem parte do vocabulário político necessário ao entendimento desse período.

(Adaptado de Maria Efigênia Lage de Resende, “O processo político na Primeira República e o liberalismo oligárquico”, em Jorge Ferreira e Lucilia de Almeida Neves Delgado (orgs.), O tempo do liberalismo excludente – da Proclamação da República à Revolução de 1930. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2006, p. 91.)

Relacionando os termos do enunciado, a chamada “república oligárquica” pode ser explicada da seguinte maneira:

a) As oligarquias estaduais se aliavam aos coronéis, que detinham o poder político nos municípios, e estes fraudavam as eleições. Assim, os governadores elegiam candidatos que apoiariam o presidente da República, e este retribuía com recursos aos estados. 
b) Os governadores representavam as oligarquias estaduais e controlavam as eleições, realizadas com voto aberto. Isso sustentava a República da Espada, na qual vários coronéis governaram o país, retribuindo o apoio político dos governadores. 
c) Diante das revoltas populares do período, que ameaçavam as oligarquias estaduais, os governadores se aliaram aos coronéis, para que chefiassem as expedições militares contra as revoltas, garantindo a ordem, em troca de maior poder político. 
d) Os governadores excluídos da política do “café com leite” se aliaram às oligarquias nordestinas, a fim de superar São Paulo e Minas Gerais. Essas alianças favoreceram uma série de revoltas chefiadas por coronéis, que comandavam bandos de jagunços.

(Mackenzie - 2012) - QUESTÃO

1 de janeiro, consagrado à comemoração da fraternidade universal; 21 de abril, consagrado à comemoração dos precursores da independência brasileira, resumidos em Tiradentes, 3 de maio, consagrado à comemoração da descoberta do Brasil; 13 de maio, consagrado à fraternidade dos brasileiros; 14 de julho, consagrado à comemoração da República, da liberdade e da independência dos povos americanos; 7 de setembro, consagrado à comemoração da independência do Brasil; 12 de outubro, consagrado à comemoração da descoberta da América; 2 de novembro, consagrado à comemoração geral dos mortos e 15 de novembro, consagrado à comemoração da pátria brasileira.

Citado em Marco Antonio Villa. A história das constituições brasileiras: 200 anos de luta contra o arbítrio. São Paulo: Leya, 2011, p.28

Pela análise dos feriados acima, estabelecidos logo após a proclamação da República em 1889, conclui-se que 
a) uma das preocupações do novo regime foi estabelecer o laicismo do Estado, permitindo a permanência de apenas um feriado de origem religiosa. 
b) houve a preocupação, no início, em transformar o Brasil em um Estado laico, o que não foi seguido pela primeira constituição republicana, de 1891. 
c) essa nova forma de governo preocupou-se tanto com o patriotismo como com a religiosidade dos brasileiros, estabelecendo o catolicismo como religião oficial. 
d) os ideais positivistas, sem importância no contexto da crise do Império, foram adotados logo no início do novo regime, daí a preocupação com feriados. 
e) as tentativas de relacionar o novo regime com a História do Brasil foram bem sucedidas, porém a religião oficial continuou a do Império: o catolicismo.

(Mackenzie - 2012) - QUESTÃO

“(...) Recordo-me de como ouvi, pela primeira vez, na minha meninice, falar desse grande seridoense (Seridó, Rio Grande do Norte) [José Bezerra do Araújo-Galvão]. O seu nome soava como uma nota de clarim, vibrando nas quebradas das serras e dos vales, como defensor da honra alheia, dos limites da propriedade privada, da moça ofendida, do pobre que apelava para a sua proteção, inimigo da prepotência, defensor dos hábitos e costumes do seu povo, transformados por uma sedimentação de vários séculos em norma de vida ou código de lei. No seu município predominou por muito tempo o regime do Estado sou eu. O município era ele. A lei era ele. O juiz, o delegado, o padre, eram ele”. 
MELO, M. R. de. Patriarcas e Carreiros. Rio de Janeiro: Pongetti, 1954, p.273

O trecho trata de um fenômeno que, no Brasil, 
a) possui profundas raízes históricas, tendo surgido na República Velha e se modificado ao longo do tempo, uma vez que, se antes não se valia de métodos coercitivos, hoje é uma prática corrente nos meios políticos. 
b) apesar de possuir raízes históricas, não pode ser aplicado à realidade atual do país, uma vez que os avanços democráticos verificados nos últimos anos impossibilitam o surgimento dos chamados “coronéis”. 
c) está ligado às transformações urbanas do pós-Segunda Guerra Mundial, já que tal conflito trouxe alterações significativas para a estrutura social e política do país, possibilitando a emergência de novas camadas sociais. 
d) não tem nenhuma ligação com o passado, mesmo porque, falar de práticas coercitivas e métodos baseados no “mandonismo”, não faz parte da realidade política brasileira, baseada na democracia desde sua fundação. 
e) possui profundas raízes históricas, relacionado a uma concepção de governo que inclui práticas de “mandonismo local”, com métodos coercitivos e/ ou paternalistas em relação à população e aos trabalhadores.

(FATEC - 2012/2) - QUESTÃO

No início do século XX, um jornalista descreveu o Rio de Janeiro, então capital da República, como “um monstro onde as epidemias se albergam dançando sabats magníficos, aldeia melancólica de prédios velhos e alçapados, a descascar pelos rebocos, vielas sórdidas cheirando mal”.
(Nosso Século. São Paulo: Abril Cultural/Círculo do Livro, 1985, v. 1, p. 37.) 

Entretanto, uma tentativa oficial de alterar esse cenário desolador resultou, em 1904, na rebelião popular conhecida como 
a) Revolta da Vacina. 
b) Revolta da Armada. 
c) Revolta da Chibata. 
d) Revolta de Canudos. 
e) Revolta do Contestado.  

(FATEC - 2012) - QUESTÃO

Entre as principais características do modelo político adotado no Brasil durante a República Velha (1889- 1930), destacaram-se 

a) a política do Regresso Conservador, o militarismo e o voto censitário. 
b) a “política dos governadores”, o coronelismo e o “voto de cabresto”. 
c) o “parlamentarismo às avessas”, o clientelismo e o voto a descoberto. 
d) a “política do café com leite”, o coronelismo e o voto secreto censitário. 
e) a política de valorização do café, o populismo e o voto universal.

(FAMERP 2015) - QUESTÃO

O cangaço, a Coluna Prestes e a ação de Padre Cícero Romão Batista desenvolveram-se no interior do Brasil, ao longo dos anos 1920 ou 1930. É correto dizer que os três movimentos 

a) foram duramente reprimidos pelo exército nacional, embora todos contassem com a participação direta de militares em sua direção. 
b) contaram com forte e contínuo apoio popular e estabeleceram alianças e apoios políticos recíprocos. 
c) expressaram a insatisfação popular com a Primeira República e defendiam o retorno à monarquia. 
d) evidenciam contradições e impasses sociais da Primeira República, embora tivessem objetivos e práticas diferentes. 
e) defendiam a instalação imediata de um governo popular e socialista, embora recorressem a estratégias de luta distintas.

(ENEM 2010) - QUESTÃO

I — Para consolidar-se como governo, a República precisava eliminar as arestas, conciliar-se com o passado monarquista, incorporar distintas vertentes do republicanismo. Tiradentes não deveria ser visto como herói republicano radical, mas sim como herói cívico-religioso, como mártir, integrador, portador da imagem do povo inteiro.

CARVALHO, J. M. C. A formação das almas: O imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990

I — Ei-lo, o gigante da praça, / O Cristo da multidão! 

       É Tiradentes quem passa / Deixem passar o Titão.

ALVES, C. Gonzaga ou a revolução de Minas. In: CARVALHO, J. M. C. A formação das almas. O imaginário da República no Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.

A 1ª República brasileira, nos seus primórdios, precisava constituir uma figura heroica capaz de congregar diferenças e sustentar simbolicamente o novo regime. Optando pela figura de Tiradentes, deixou de lado figuras como Frei Caneca ou Bento Gonçalves. A transformação do inconfidente em herói nacional evidencia que o esforço de construção de um simbolismo por parte da República estava relacionado

a) ao caráter nacionalista e republicano da Inconfidência, evidenciado nas ideias e na atuação de Tiradentes.
b) à identificação da Conjuração Mineira como o movimento precursor do positivismo brasileiro.
c) ao fato de a proclamação da República ter sido um movimento de poucas raízes populares, que precisava de legitimação.
d) à semelhança física entre Tiradentes e Jesus, que proporcionaria, a um povo católico como o brasileiro, uma fácil identificação.
e) ao fato de Frei Caneca e Bento Gonçalves terem liderado movimentos separatistas no Nordeste e no Sul do país.

(UFF) - QUESTÃO

Durante a Primeira República, a liderança do movimento operário no Rio de Janeiro e em São Paulo foi disputada por diversas correntes políticas. 

Dentre essas correntes pode-se identificar : 

a) o socialismo utópico e o PTB 
b) o trabalhismo e o PT 
c) o anarco-sindicalismo e o socialismo 
d) o queremismo e o anarco-sindicalismo 
e) o Partido Comunista Brasileiro e o PTB

(UNEAL) - QUESTÃO

Na Primeira República (1889-1930), a maioria dos presidentes eram de São Paulo e de Minas Gerais. O revezamento de mineiros e paulistas na Presidência garantiu

a) o controle das eleições pelo povo.
b) votação secreta.
c) eleições limpas, isto é, sem fraudes.
d) maior participação política e melhores condições de vida no país.
e) aos grandes proprietários de terra o domínio político do País.