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Este espaço foi criado para os professores e alunos selecionarem questões para serem organizadas listas de exercícios por assuntos. Estamos sempre atualizando com questões de vários vestibulares e do ENEM. Todas as questões estão gabaritadas.

Brasil Colônia - 30 Exercícios com Gabarito

01. (FGV) - “...se V.A. não socorre a essas capitanias e costas do Brasil, ainda que nós percamos a vida e fazendas, V.A. perderá o Brasil.” 
(Carta, de 1548, enviada ao rei de Portugal, pelo capitão Luís de Góis, da capitania de São Vicente) 
O documento: 
a) mostra que São Paulo e São Vicente foram as duas únicas capitanias que não conseguiram prosperar. 
b) alerta a Coroa portuguesa a que mude com urgência a política, para não perder sua nova colônia. 
c) revela a disputa entre donatários, para convencer o Rei a enviar auxílio para suas respectivas capitanias. 
d) exagera o risco de invasão do território, quando não havia interesse estrangeiro de explorá-lo. 
e) demonstra a incapacidade dos primeiros colonizadores de estabelecer atividade econômica no território.

02. (FGV) - Ao longo dos séculos XVI e XVII, durante o período da União Ibérica (1580/1640), verificamos o principal momento na expansão territorial brasileira. O país saiu de uma faixa litorânea para um tamanho continental e tal processo levou à incorporação do território correspondente à atual região norte. 
Sobre o processo de desbravamento da região norte, incluindo a área do estado de Rondônia, pode-se destacar dois grupos essenciais para o sucesso da ampliação territorial brasileira, que foram: 
a) os produtores de açúcar e os comerciantes brasileiros denominados tropeiros;
b) os produtores de soja e os pecuaristas que expandiram suas atividades para a região norte; 
c) os produtores de borracha e os missionários que catequizavam os indígenas; 
d) os bandeirantes que visavam escravizar os indígenas e as missões jesuítas; 
e) os bandeirantes de sertanismo de contrato e os grandes pecuaristas que serviam aos engenhos.

03. (FGV) - Os fragmentos a seguir descrevem negociações diplomáticas ocorridas no processo de constituição da fronteira ocidental do Império português. 
I – Assegura o domínio e a soberania territorial da Coroa Portuguesa sobre as regiões americanas compreendidas entre os rios Amazonas e Oiapoque, fixando os limites entre França e Portugal na região da Guiana. 
II – Adota o princípio da “ocupação efetiva” e garante o controle luso de rios existentes na capitania de Mato Grosso, no vale do Guaporé, região que daria acesso, através do rio Guaporé e demais rios amazônicos, ao Estado do Grão-Pará e Maranhão. 

Os fragmentos exemplificam, respectivamente, os Tratados de 
a) Tordesilhas e Utrecht. 
b) El Pardo e Santo Ildefonso. 
c) Madri e El Pardo. 
d) Santo Ildefonso e Tordesilhas. 
e) Utrecht e Madri.

04. (FGV) - Dos engenhos, uns se chamam reais, outros inferiores, vulgarmente engenhocas. Os reais ganharam este apelido por terem todas as partes de que se compõem e todas as oficinas, perfeitas, cheias de grande número de escravos, com muitos canaviais próprios e outros obrigados à moenda; e principalmente por terem a realeza de moerem com água, à diferença de outros, que moem com cavalos e bois e são menos providos e aparelhados; ou, pelo menos, com menor perfeição e largueza, das oficinas necessárias e com pouco número de escravos, para fazerem, como dizem, o engenho moente e corrente. 
 ANTONIL, André João. Cultura e opulência do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Edusp. 1982, p.69.

O texto oferece uma descrição dos engenhos no Brasil no início do século XVIII. A esse respeito é correto afirmar: 
a) O engenho de açúcar foi a principal unidade econômica do sertão nordestino durante o período colonial, permitindo a ocupação dos territórios situados entre o rio São Francisco e o rio Parnaíba. 
b) A produção de açúcar no Nordeste brasileiro colonial, em larga escala, foi possível graças à implantação do sistema de fábrica e ao uso do vapor como força motriz nas moendas. 
c) Os engenhos da Bahia utilizavam, sobretudo, mão de obra escrava africana, enquanto nos engenhos pernambucanos predominava o trabalho indígena. 
d) Os grandes engenhos desenvolviam todas as etapas de produção do açúcar, do plantio, passando pela moagem, a purga, a secagem e até a embalagem. 
e) A produção de açúcar no sistema de “plantation” ficou restrita aos domínios lusitanos das Américas, durante a época colonial, o que garantiu bons lucros aos produtores locais e aos comerciantes reinóis.

05. (FGV) - Sobre a ocupação holandesa em parte da atual Região Nordeste, assinale a afirmativa correta. 
a) Mostrou-se insustentável após a Restauração portuguesa, em função da aliança luso-britânica. 
b) Era o resultado de conflitos de ordem global que envolviam holandeses, espanhóis e portugueses. 
c) Organizou-se de modo a dispensar o trabalho de africanos escravizados e de índios aldeados. 
d) Representou um momento de intolerância religiosa em relação a outras matrizes culturais. 
e) Caracterizou-se pelo aumento dos índices de produção da lavoura a níveis inéditos para os padrões portugueses.

06. (FGV) - Reverendo padre reitor, eu, Manoel Beckman, como procurador eleito por aquele povo aqui presente, venho intimar a vossa reverência, e mais religiosos assistentes no Maranhão, como justamente alterados pelas vexações que padece por terem vossas paternidades o governo temporal dos índios das aldeias, se tem resolvido a lançá-los fora assim do espiritual como do temporal, então e não tem falta ao mau exemplo de sua vida, que por esta parte não tem do que se queixar de vossas paternidades; portanto, notifico a alterado povo, que se deixem estar recolhidos ao Colégio, e não saiam para fora dele para evitar alterações e mortes, que por aquela via se poderiam ocasionar; e entretanto ponham vossas paternidades cobro em seus bens e fazendas, para deixá-las em mãos de seus procuradores que lhes forem dados, e estejam aparelhados para o todo tempo e hora se embarcarem para Pernambuco, em embarcações que para este efeito lhes forem concedidas. 
 João Felipe Bettendorff, Crônica dos Padres da Companhia de Jesus no Estado do Maranhão. 2ª Edição, Belém: SECULT, 1990, p.360.

O movimento liderado por Manuel Beckman no Maranhão, em 1684, foi motivado pela 
a) proibição do ensino laico no Brasil colonial e pelas pressões que os jesuítas realizavam para impedir a sua liberação. 
b) questão da mão de obra indígena e pela insatisfação de colonos com as atividades da Companhia de Comércio do Maranhão. 
c) ameaça dos jesuítas de abandonarem a região e pela catequese dos povos indígenas sob a sua guarda. d) crítica dos colonos maranhenses ao apoio dos jesuítas aos interesses espanhóis e holandeses na região. 
e) tentativa dos jesuítas em aumentar o preço dos escravos indígenas, contrariando os interesses dos colonos maranhenses.

07. (FGV) - Dom Pedro Miguel de Almeida Portugal – conde de Assumar – se casou em 1715 com D. Maria José de Lencastre. Daí a dois anos partiria para o Brasil como governador da capitania de São Paulo e Minas Gerais. Nas Minas, não teria sossego, dividido entre o cuidado ante virtuais levantes escravos e efetivos levantes de poderosos; o mais sério destes o celebrizaria como algoz: foi o conde de Assumar que, em 1720, mandou executar Felipe dos Santos sem julgamento, sendo a seguir chamado a Lisboa e amargurado um longo ostracismo. 
(Laura de Mello e Souza, Norma e conflito: aspectos da história de Minas no século XVIII) 

A morte de Felipe dos Santos esteve vinculada a
a) uma sublevação em Vila Rica, que envolveu vários grupos sociais, descontentes com a decisão de levar todo ouro extraído para ser quintado nas Casas de Fundição.
 b) um movimento popular que exigia a autonomia das Minas Gerais da capitania do Rio de Janeiro e o imediato cancelamento das atividades da Companhia de Comércio do Brasil. 
c) uma revolta denominada Guerra do Sertão, comandada por potentados locais, que não aceitavam as imposições colonialistas portuguesas, como a proibição do comércio com a Bahia. 
d) uma insurreição comandada pela elite colonial, inspirada no sebastianismo, que defendia a emancipação da região das Minas do restante da América portuguesa, com a criação de uma nova monarquia. 
e) uma rebelião, que contrapôs os paulistas – descobridores das minas e primeiros exploradores – e os chamados emboabas ou forasteiros – pessoas de outras regiões do Brasil, que vieram atrás das riquezas de Minas.

08. (FGV) - Relacione os períodos históricos aos respectivos aspectos educacionais. 
1) Período Colonial 
2) Período Monárquico 
3) Período Republicano 
(  ) Numerosas escolas superiores foram criadas, mas a educação não era objeto de preocupação do governo. 
(  ) Numerosos colégios foram fundados pelos jesuítas por todo o país. 
(  ) Numerosas reformas educacionais impulsionaram a formação de um sistema público de ensino.

Assinale a opção que apresenta a relação correta, de cima para baixo. 
a) 1 – 2 – 3
b) 3 – 2 – 1
c) 3 – 1 – 2
d) 2 – 3 – 1
e) 2 – 1 – 3

09. (UFPR) -  Sobre a mineração no Brasil colonial, assinale a alternativa INCORRETA. 
a) Coube principalmente aos habitantes do planalto paulista e moradores da Vila de São Paulo a descoberta dos veios auríferos existentes na região das Minas Gerais em fins do século XVII. 
b) A Coroa portuguesa tentou proibir a comunicação e o transporte tanto de gado como de escravos pelos caminhos do sertão para a região das Minas. Procurava, assim, impedir o comércio entre as capitanias do Nordeste – sobretudo Bahia e Pernambuco – e a região mineradora. 
c) O instrumento fundamental da política de administração da região das Minas foi a criação de vilas: Vila do Ribeirão do Carmo, Vila Rica do Ouro Preto, Vila de Nossa Senhora da Conceição do Sabará, Vila de São João Del Rei e Vila Nova da Rainha de Caeté, entre outras. 
d) A mineração propiciou a artesãos e artistas um amplo mercado de trabalho. Ourives, douradores, entalhadores e escultores eram procurados para embelezar os exteriores e interiores de igrejas mineiras. Ao mesmo tempo, compositores, cantores e instrumentistas eram requisitados para os trabalhos religiosos das irmandades. 
e) Uma vez que a autoridade da Coroa logo se impôs no território das Minas, não houve conflitos ou confrontos armados na região, na qual imperou até o fim do ciclo da mineração a paz entre os exploradores dos veios auríferos.

10. (UFPR) - O ciclo econômico abaixo relacionado imprimiu à sociedade colonial brasileira as suas características mais marcantes: 
a) O ciclo do couro 
b) O ciclo do açúcar 
c) O ciclo do café 
d) O ciclo da borracha

11. (UFPR) - Durante a Colônia, experimentou-se uma série de conflitos protagonizados por colonizadores e populações presentes no território. Um deles, denominado “Guerra Justa”: 
a) consistiu na invasão armada dos portugueses em territórios indígenas, com o objetivo de capturar o maior número de pessoas, incluindo mulheres e crianças, com a finalidade de escravizá-los. 
b) foi um conflito bélico protagonizado pelos holandeses após a ocupação de Pernambuco por esses últimos. 
c) tratava-se de guerras por conquistas de território realizadas entre os diversos grupos indígenas e nas quais os portugueses participavam, apoiando um grupo ou outro, dependendo dos seus interesses. 
d) consistiu na invasão armada dos grupos indígenas aos assentamentos portugueses, com a finalidade de capturar invasores para serem comidos ritualmente. 
e) foram guerras de retaliação que os portugueses realizavam em territórios ocupados pelos holandeses após serem atacados por eles.

12. (UFPR) - “Quando o português chegou / Debaixo duma bruta chuva / Vestiu o índio / Que pena! / Fosse uma manhã de sol / O índio teria despido / O português”. (Oswald de Andrade, Erro de português.) 

Com base no texto e nos conhecimentos sobre o contexto da colonização portuguesa no Brasil, é correto afirmar: 
a) Ao desembarcar com a sua expedição no território brasileiro, o conquistador português Pedro Álvares Cabral acreditou ter chegado às Índias, razão pela qual assim chamou os habitantes originários do Brasil. 
b) Ao receber terras para cultivar, os colonos portugueses tratavam os indígenas como parceiros na exploração do novo território, influenciados pelo discurso religioso dos jesuítas, que se interessavam estritamente pela salvação da alma dos nativos. 
c) Na chegada dos portugueses e durante o processo de colonização, as várias tribos existentes no Brasil aceitaram sem qualquer resistência as mudanças impostas pelos conquistadores e pelos jesuítas, inclusive a adoção de novas vestimentas e do cristianismo. 
d) No início da ocupação portuguesa do Brasil, o índio foi fundamental para a extração do pau- -brasil, estabelecendo-se assim um contato que propiciou a expansão de doenças comuns no continente europeu e que para os nativos da América geralmente eram fatais. 
e) Embora detentores de culturas e formas de organização social específicas, os povos indígenas permanecem até hoje excluídos dos livros didáticos que abordam os primórdios da formação social brasileira.

13. (EsPCEx) - O sistema de Capitanias Hereditárias era regulamentado por dois documentos jurídicos, que definiram os direitos e os deveres dos donatários. Um desses documentos cedia ao donatário uma ou mais capitanias, a administração sobre ela, as suas rendas e o poder legal para interpretar e ministrar a lei. O outro estabelecia os direitos e deveres dos donatários, como promover a prosperidade da capitania, conceder sesmarias, receber a redízima das rendas da metrópole e a vintena da comercialização do pau-brasil e do pescado. Esses documentos eram, respectivamente: 
a) Carta de Doação e Foral 
b) Foral e Regimento de Tomé de Souza 
c) Carta de Doação e Regimento de Tomé de Souza 
d) Foral e Carta de Doação 
e) Regimento de Tomé de Souza e Foral

14. (EsPCEx) - As relações entre a metrópole e a colônia foram regidas pelo chamado pacto colonial, sendo este aspecto uma das principais características do estabelecimento de um sistema de exploração mercantil implementado pelas nações europeias com relação à América. 
Com relação ao Brasil, do que constava este pacto? 
a) As colônias só poderiam produzir artigos manufaturados. 
b) A produção agrícola seria destinada, exclusivamente, à subsistência da colônia. 
c) A produção da colônia seria restrita ao que a metrópole não tivesse condições de produzir. 
d) A colônia poderia comercializar a produção que excedesse às necessidades da metrópole. 
e) Portugal permitiria a produção de artigos manufaturados pela colônia, desde que a matéria- -prima fosse adquirida da metrópole.

15. (AOCP) - O “Sistema colonial, efetivamente, constitui-se no componente básico da colonização da época mercantilista, elo que permite estabelecer as mediações essenciais entre os diversos níveis da realidade histórica.” (Novais, 1995, p.57). 
Assinale a alternativa correta.
a) O Sistema Colonial se nos apresenta como o conjunto das relações entre as metrópoles e suas respectivas colônias. 
b) O Sistema Colonial pode ser situado no período entre a baixa Idade Média e o Renascimento seguindo a tradição de vários historiadores. 
c) O Sistema Colonial do Mercantilismo que dá sentido à colonização europeia entra em crise com os Descobrimentos Marítimos. 
d) No sistema colonial a Metrópole deve se constituir em favor essencial do desenvolvimento econômico da colônia dando-lhe maior mercado. 
e) Na colonização, a política mercantilista, conquanto fosse pautada no montante de metal nobre existente dentro de cada nação não estabelecia uma prática competitiva.

16. (AOCP) - Foi em março de 1532, quando Martim Afonso de Souza ainda estava em São Vicente, que o rei D. João III decidiu empregar no Brasil o mesmo sistema de colonização que havia dado certo nos Açores e na Ilha da Madeira. Apesar da experiência bem-sucedida nas ilhas, o império ultramarino português estava mais preparado e interessado em descobrir, conquistar, comercializar e, eventualmente, em pilhar, do que em colonizar, mas a ameaça francesa persistia e o rei compreendeu que a única maneira de preservar as terras era dando início a sua efetiva ocupação. 
A respeito do assunto, assinale a alternativa INCORRETA. 
a) A Coroa portuguesa optou por dividir as terras brasileiras em 14 capitanias hereditárias, totalizando 15 lotes doados a figuras importantes da Corte portuguesa. 
b) as capitanias brasileiras foram concedidas a membros da burocracia estatal e militares navegadores por desinteresse da nobreza lusitana. 
c) Os donatários receberam poderes majestáticos, podiam legislar e controlar tudo em suas terras menos a arrecadação de impostos reais. 
d) Os 12 donatários vieram para o Brasil a fim de observar as condições de clima, relevo e possibilidades do solo para cultivos e adaptações de plantas asiáticas. 
e) Apesar do balanço desfavorável e de todos os vícios que legaram a estrutura fundiária do Brasil, as capitanias definem o embrião da futura ocupação do Brasil.

17. (AOCP) - A cultura brasileira origina-se da primeira forma efetiva de ocupação das terras da América Portuguesa ocorrida por meio das capitanias hereditárias e sesmarias, quando a produção açucareira se destacou através da construção de engenhos, não somente para evitar ataques de índios, corsários e franceses, mas também na intenção de obter proventos com um método sistemático e organizado. A respeito da expansão da economia açucareira na América Portuguesa, assinale a alternativa correta. 
a) A cana-de-açúcar (Saccharum officinarum), pertencente à família das gramíneas, segundo os registros oficiais, foi introduzida no Brasil em 1530 por Martim Afonso de Souza, que construiu o primeiro engenho no ano de 1532 na capitania hereditária de Pernambuco. 
b) Somente após 1570, a produção açucareira conheceu seu grande surto, quando a colônia portuguesa suplantou a Ilha da Madeira, tornando-se o maior produtor e exportador do mundo, posto este sustentado até 1880. 
c) O açúcar, antes utilizado apenas para fins medicinais e farmacológicos, passa a fazer parte de diversas classes da hierarquia social, principalmente na cozinha, onde serviu para adoçar e até mesmo conservar alimentos. 
d) A produção açucareira proporcionou grandes riquezas aos donos de engenhos, com exceção de Pernambuco e São Vicente respectivamente, onde o sistema de capitanias não obteve muito êxito. 
e) Ao observar a prosperidade dos engenhos na América Portuguesa, os espanhóis, comandados por Nassau, invadem o Nordeste brasileiro em 1630 com o intuito de estabelecer engenhos naquela região.

18. (AOCP) - No que diz respeito à história da África e aos primórdios do tráfico de escravos para Portugal e América, assinale a alternativa correta. 
a) Durante séculos, a África esteve praticamente isolada do comércio com outras regiões, à exceção do seu Norte. A partir do final do século XV e em um crescendo, ela foi incorporada ao novo sistema geoeconômico orientado para o Atlântico, ligando a Europa, a África e a América, naquilo que ficou conhecido como comércio triangular. 
b) Até a chegada dos portugueses à África, seus habitantes viviam em formas comunitárias de sociedade, desconhecendo a escravidão e praticando um comércio de escambo. Com a vinda dos portugueses, isso se alterou, com o surgimento de tribos especializadas na captura de africanos para transformá-los em escravos e na pilhagem. 
c) Ao chegarem à África, os portugueses apoderaram-se das saídas das grandes rotas do comércio de ouro e de escravos, que haviam sido estabelecidas há séculos. Impedidos de fazer seu comércio com outros povos e necessitando de uma série de bens que não conseguiam produzir, os africanos foram obrigados a fornecer escravos para os portugueses. 
d) Durante o século XV e o início do XVI, os portugueses estabeleceram inúmeras feitorias na costa ocidental, fazendo alianças com a população local e com seus chefes, para que participassem do comércio com os europeus, principalmente ouro e escravos. 
e) De início, os portugueses pretendiam instalar-se na África, organizando uma produção destinada à exportação para a Europa, mas a resistência dos africanos e a dificuldade em fazer alianças com os chefes tribais levou-os a optarem pelo Brasil, tornando o continente africano uma região fornecedora de braços para as propriedades agrícolas da América.

19. (AOCP) - O ensino da história e da cultura afro-brasileira e da africana proporciona reflexões importantes, uma delas é o termo “escravo”. Assinale a alternativa correta a respeito de tal termo. 
a) É corretamente atribuído ao negro africano. 
b) É corretamente atribuído a determinada condição de trabalho. 
c) É utilizado no Brasil colonial para designar as pessoas subalternas. 
d) Tem o mesmo significado tanto no Brasil colonial quanto na Grécia Antiga. 
e) Não tem utilidade no presente, já que não existe mais escravidão.

20. (AOCP) - Portugal e Espanha assinam um acordo pelo qual os territórios da Ilha de Santa Catarina (atual Florianópolis) ocupados pelos espanhóis e terras do que hoje é o Rio Grande do Sul seriam devolvidos a Portugal. Em troca, a Espanha teria o controle da Colônia do Sacramento e da região dos Sete Povos das Missões. Com o tratado, Portugal é prejudicado e perde todo o controle sobre a região da bacia do Rio da Prata. 
O enunciado refere-se ao 
a) Tratado de Tordesilhas. 
b) Tratado de Santo Ildefonso. 
c) Tratado de Madri. 
d) Tratado da Bacia do Prata. 
e) Tratado de Versalhes.

21. (AOCP) - As capitanias hereditárias e as sesmarias foram a primeira forma efetiva de ocupação das terras da América Portuguesa e propiciaram o desenvolvimento da economia açucareira. Sobre a economia açucareira, assinale a alternativa correta. 
a) A cana-de-açúcar foi introduzida no Brasil em 1530 por Martim Afonso de Souza, que construiu o primeiro engenho no ano de 1532 na capitania hereditária de Pernambuco. 
b) Somente após 1570, a produção açucareira atingiu seu ápice, suplantando a Ilha da Madeira mantendo-se o maior produtor e exportador do mundo até o início do século XIX. 
c) A economia açucareira encontra concorrência quando, apoiadas por Ingleses, algumas ilhas das Antilhas passam a ser grandes concorrentes do açúcar brasileiro. 
d) O açúcar proporcionou grandes riquezas aos donos de engenhos, principalmente em Pernambuco e São Paulo, onde o sistema de capitanias obteve o maior êxito. 
e) Os holandeses, comandados por Nassau, invadem o Nordeste brasileiro em 1630 e se instalam na região mais próspera da economia açucareira brasileira

22. (EsPCEx) - A expansão das fronteiras do Brasil iniciou-se com o rompimento do meridiano de Tordesilhas por grupos de homens que ficaram conhecidos por bandeirantes. Eles organizavam expedições para apresamento de índios e busca de metais preciosos. A ocupação dos territórios além de Tordesilhas por colonos luso-brasileiros gerou uma série de conflitos com nossos vizinhos espanhóis. Esses conflitos fizeram com que Portugal e Espanha assinassem vários tratados de limites. O mais importante desses tratados, que deu ao Brasil, praticamente, sua conformação geográfica atual, foi o Tratado de 
a) Utrecht, de 1713. 
b) Lisboa, de 1680. 
c) Madrid, de 1750. 
d) Simancas, de 1715. 
e) El Pardo, de 1761.

23. (FGV) - “(...) assistimos no final do século XVII, após a descoberta das minas, não a uma nova configuração da vila nem à ruptura brusca com o padrão anterior, ao contrário, à consolidação de todo um processo de expansão econômica, de mercantilização e de concentração de poder nas mãos de uma elite local. A articulação com o núcleo mineratório dinamizará este quadro mas não será, de forma alguma, responsável por sua existência.” 
 BLAJ, Ilana. A trama das tensões. São Paulo, Humanitas, 2002, p. 125.

a) à vila de São Luís e ao seu papel de núcleo articulador entre a economia exportadora e o mercado interno colonial. 
b) à vila de São Paulo, cuja integração a uma economia de mercado teria ocorrido antes da descoberta dos metais preciosos. 
c) à vila de Ouro Preto, importante centro agrícola e pecuarista encravado no interior da América portuguesa. 
d) à vila de Cuiabá, principal entreposto de tropeiros e comerciantes que percorriam as precárias rotas do Centro-Sul. 
e) à vila de Mariana, importante centro distribuidor de indígenas apresados pelos bandeirantes.

24. (FGV) -  Com relação aos indígenas brasileiros, pode-se afirmar que: 
a) os primitivos habitantes do Brasil viviam na etapa paleolítica do desenvolvimento humano; 
b) os índios brasileiros não aceitaram trabalhar para os colonizadores portugueses na agricultura não por preguiça, e sim porque não conheciam a agricultura; 
c) os índios brasileiros falavam todos a chamada “língua geral” tupi-guarani; 
d) os tupis do litoral não precisavam conhecer a agricultura porque tinha a pesca abundante e muitos frutos do mar de conchas, que formaram os “sambaquis”; 
e) os índios brasileiros, como um todo, não tinham homogeneidade nas suas variadas culturas e nações.

25. (FGV) - Quais as características dominantes da economia colonial brasileira?
a) propriedade latifundiária, trabalho indígena e produção monocultura;
b) propriedades diversificadas, exportação de matérias-primas e trabalho servil;
c) monopólio comercial, latifúndio e trabalho escravo de índios e negros;
d) pequenas vilas mercantis, monocultura de exportação e trabalho servil;
e) propriedade minifundiária, colônias agrícolas e trabalho escravo.

26. (FGV) - Sobre a conquista holandesa do Nordeste brasileiro, no período colonial, é correto afirmar: 
a) Os conflitos entre portugueses e holandeses devem ser compreendidos no contexto da União Ibérica (1580-1640) e da separação das Províncias Unidas do Império Habsburgo (Espanha). 
b) A ocupação das áreas de plantio de cana obrigou os holandeses a intensificarem a escravização dos indígenas, uma vez que não possuíam bases no continente africano. 
c) Estabelecidos em Pernambuco, os holandeses empreenderam uma forte perseguição aos judeus e católicos ali residentes e fortaleceram a difusão do protestantismo no Brasil colonial. 
d) A administração de Maurício de Nassau foi caracterizada pelo pragmatismo e pela desmontagem do grande centro de artistas e letrados organizado pelas autoridades portuguesas em Olinda. 
e) Os holandeses implementaram uma nova e eficiente estrutura produtiva baseada em pequenas e médias propriedades familiares, que se diferenciava das antigas plantations escravistas.

27. (FGV) - O trabalho escravo nas minas tinha singularidade, era uma realidade bem distinta das áreas agrícolas. O complexo meio social lhe permitia maior iniciativa e mobilidade. 
 (Neusa Fernandes, A Inquisição em Minas Gerais no século XVIII. p. 66)

Acerca da singularidade citada, é correto afirmar que 
a) o Regimento das Minas, publicado em 1702, determinava que depois de sete anos de cativeiro, os escravos da mineração seriam automaticamente alforriados. 
b) a presença de escravos nas regiões mineiras foi pequena, pois a especialização da exploração do ouro exigia um número reduzido de trabalhadores. 
c) a dinâmica da economia mineira, no decorrer do século XVIII, comportou o aumento do número das alforrias pagas, gratuitas ou condicionais. 
d) a exploração aurífera nas Minas Gerais organizava-se por meio de grandes empresas, o que impediu a formação de quilombos na região. 
e) a preponderância do trabalho livre na mineração do século XVIII permitiu melhores condições de vida para os escravos indígenas e africanos.

28. (FGV) -  Caracteriza a agricultura colonial no Brasil do final do século XVIII: 
a) a importância alcançada pela produção de tabaco em São Paulo e em Minas Gerais, que ocorreu após o Conselho Ultramarino ter permitido esse cultivo, o que favoreceu a sua troca com manufaturas inglesas e francesas. 
b) um novo produto, o trigo, foi beneficiado pela estrutura originada da Revolução Industrial, que aprofundou a divisão entre os papéis a serem exercidos pelas nações, isto é, as ricas, produtoras de industrializados e, as pobres, de matérias-primas. 
c) o valor especial adquirido pelo extrativismo no Norte do Brasil, com o guaraná, que concorreu com os produtos agrícolas tradicionais, como o açúcar, permitiu um rápido desenvolvimento dessa região e a sua articulação com o restante da colônia. 
d) o revigoramento da produção de açúcar e o desenvolvimento do cultivo do algodão decorrentes, principalmente, de alguns fatos internacionais importantes, em especial, a independência das treze colônias inglesas e a Revolução Haitiana. 
e) o aparecimento do café na pauta de exportações coloniais, o que revolucionou as relações entre o Estado português e a elite escravista, pois a sustentação econômica da metrópole exigiu o abrandamento das restrições mercantilistas.

29. (FGV) - Assinale a afirmativa que indica corretamente fatores preponderantes para o domínio português na região amazônica no período colonial.
a) Fundação de fortificações, como o Forte do Presépio, na foz do rio Amazonas. 
b) Organização de expedições pela região do Alto Madeira, com destino a Quito, como a de Manuel Félix de Lima. 
c) Criação de missões jesuítas em Cabo do Norte e Marajó e franciscanas ao longo dos Rios Xingu e Madeira. 
d) Incentivo à manufatura de produtos derivados das drogas do sertão, como o cacau, a salsaparrilha e o urucum. 
e) Formação de bandeiras, como a de Antônio Raposo Tavares, que explorou a navegabilidade do rio Guaporé.

30. (FGV) - No século XVIII, a descoberta de minas de ouro no centro-oeste da colônia portuguesa promoveu
a) a ocupação de zonas centrais da Capitania de Mato Grosso, em torno das missões e fazendas dos jesuítas já existentes, que serviram de apoio para o comércio local. 
b) a imigração de portugueses e bandeirantes para a Capitania de Mato Grosso e a fundação de duas vilas, a Vila de Cuiabá e a Vila Bela da Santíssima Trindade. 
c) a integração dos indígenas à sociedade colonial, mediante as oportunidades de trabalho nos garimpos e pelo incremento na comercialização das drogas do sertão. 
d) a instalação de casas de fundição, para controlar a circulação de ouro e de prata na região, e a criação do Forte do Príncipe da Beira, para impedir o contrabando de metais preciosos. 
e) a criação da Capitania de Mato Grosso e Cuiabá, em terras desmembradas da Capitania de Minas Gerais, oferecendo sesmarias para os colonos, a fim de favorecer sua ocupação.





GABARITO

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